quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Antes de começar a ler clique abaixo pra escutar a música, é que enquanto escrevia eu escutava ela; não é pra ficar clichê, é pra dar o mesmo impacto.


Pensar em virada de ano na maioria das vezes é pensar que o ano anterior foi ruim e que o que sucede esse ano será uma guinada histórica na vida. Serei o do contra e tentarei mostrar que na verdade a vida é um grande ciclo cheio de pequenos ciclos menores e outros maiores, o tempo funciona como uma reta contínua, de direção única, que te faz voltar ao ciclo marcando cada volta mostrando que algumas coisas jamais poderão ser repetidas.

Quantitativamente podemos demonstrar esses ciclos como as décadas (grandes ciclos), anos (ciclos médios) e meses (ciclos pequenos). Mas esse caráter quantitativo não éimportante por hora.

Qualitativamente há outros ciclos grandes como um grande amor, adquirir um bom emprego, concluir uma faculdade, etc. Há alguns ciclos médios como paixõezinhas, colegas, um carro novo, uma viagem, etc. E há os pequenos e micro ciclos como ir à padaria, colocar sua roupa, comer, limpar o quarto, etc.

A virada de ano pode ser encarada com um médio ou grande ciclo dependendo do ponto de vista, note que ao me expressar assim alguns podem me interpretar de maneira errônea, querem algo novo e surpreendente, pois uma entrada de ano não pode pra alguns ser um ciclo. Mas é!

A mensagem é que tentem reviver as coisas boas, voltar e fazer o que foi gostoso, tentar ter um grande amor, fazer outra faculdade ou começar/terminar uma, fazer uma viagem boa e que talvez nem seja longa, visitar um parente ou amigo que há tempos não foi visitado, assistir Os Simpsons... Se você não tem mais de 65 anos não sabe ao certo se sua vida está no começo meio ou fim, pare de ficar puxando saco de pessoas repugnantes pelo simples motivo que elas tem poder aquisitivo ou representam algo na empresa que você trabalha.

Algum tempo atrás eu jogava futebol com alguns amigos que depois sofriam pra juntar quatro reais e comprar uma coca-cola, hoje em dia eu tenho esse dinheiro, no entanto não dou tanta risada quanto eu dava com aqueles caras, então quero vê-los em 2010, quero voltar a jogar bola, voltar a jogar fliperama, ir ao rio do Nunes e pular uma pedra (são ciclos lindos). Eu cresci? Dane-se.

Meu melhor voto de ano novo foi, “que você tenha muitas mulheres no começo do ano, mas que uma te faça feliz e você fique de quatro por ela largue as outras”, é um belo ciclo que repasso aos solteiros, e aos casados/namorados:

UM FELIZ 2010!


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pra que serve isso?


Quando o assunto é física sempre surge a pergunta: Pra que serve isso?

Essa frase já soa como uma indignação por parte de quem a está dizendo, e é como se tal pessoa sentisse que jamais iria usar aquilo na vida , sendo assim surge uma carga de asco e repugnância sobre tal matéria, a física. Muitos dos que eu conheço que odeiam física são pessoas que não conhecem nem o básico do básico e mesmo assim se dão ao luxo de não gostar de algo que não conhecem.

Claro que a mídia influencia e muito a cabeça destas pessoas, pois quem faz um filme, por exemplo, é aquele mesmo cara que se dedicou a um curso de Artes Cênicas e jamais se predispôs a estudar física (ou quando tentou foi mal sucedido), pra ele quem estuda aquilo que ele jamais entendeu é “louco”. E eu não tiro totalmente a razão dos cineastas já que alguns físicos realmente vestem a camisa de retardados mentais, mas isso é exatamente o que desestimula muitos físicos geniais atualmente que partem pra outras áreas pra fugirem desse estereótipo que a mídia (e não só ela) faz.

Vamos a resposta: Quem conhece o basicão da física sabe ao menos pra que estudá-la, posso citar como estímulo aos mais desinformados que sem eletricidade hoje em dia não somos nada, precisamos dela pra quase tudo, quando acaba a luz as pessoas costumam dormir ou sair pra passear, pois estão desabituadas a fazer qualquer coisa a luz de velas ou na escuridão (podem ser feitas algumas outras coisas, deixemos a pornografia pra outro post).

E quem inventou toda essa tecnologia referente à eletricidade? Engenheiros é que não. Graças aos trabalhos de Ampère, Tesla, Faraday e Coulomb (dentre outros grandes físicos) temos hoje toda essa maravilha que ilumina seu monitor nesse exato momento, o que faz sua geladeira funcionar (já imaginou viver sem geladeira?).

Eu falei sobre a eletricidade por escolha própria, eu poderia citar a óptica, a ondulatória, a termodinâmica, a mecânica e também a física moderna, todos nós usamos freqüentemente todo esse aparato tecnológico e não conseguimos nem nos imaginar vivendo no tempo de nossos bisavós sem tais comodidades. Somos acostumados ao conforto e ele mesmo fez que muitos “emburrecessem”.

Tal comodidade gerou o efeito inverso, sabe-se que não é mais necessário estudar algo já que alguém fará por você. Não sou um ás, por exemplo, em língua portuguesa nem em história, mas sei da importância de estar me adaptando e melhorando minhas técnicas em tais áreas. Essa adaptação não existe com muitas pessoas, independente da idade delas já que sabem que não precisam mais entender nada, há a preguiça de pensar e surge nesse caso o “deixe que pensem por mim, se necessário eu pago pra alguém pensar”.

Hoje quando um professor de física demonstra uma equação há um completo desinteresse por parte dos alunos em entender a física ali proposta, de uma maneira quase geral eles querem saber resolver exercícios para pontuar em uma avaliação do colégio ou em um vestibular. A culpa não é totalmente deles.

Um bando de equações enunciadas em um quadro negro sem qualquer base matemática pra entendê-las é simplesmente o maior fiasco que um professor pode estar passando diante dos alunos, entender o sistema de proporcionalidades e aplicações de uma equação é inúmeras vezes melhor que entender como resolver qualquer exercício ou problema proposto.

Eu tenho uma solução pra isso, não muito aceita, mas é a que eu encontrei: alguns alunos já possuem uma disposição maior a aprender física, esses alunos são sim diferentes, mas não podem ser taxados como “nerds” ou “cdf’s”, simplesmente a eles deveria ser ensinada a física de uma maneira clássica e matemática. Preconceituoso? Dane-se!

Aos outros alunos que possuem preguiça de pensar (em ciências exatas, já que poderão ser futuros cineastas) deveria ser aplicada uma física mais “doce”, algo mais conceitual e quem sabe divertido, deveria ser colocado a eles a física que realmente os interessa: com cores, experiências fabulosas e de resultados práticos. Se alguém se interessasse em buscar a essência de todo esse deslumbramento estudaria com o grupo citado antes.

Formei essa opinião ao trabalhar com oitavas séries, a física que eles recebem é bem superficial o que lhes causa um grande interesse e demonstra o quanto a física é gostosa e linda, ela não deveria ser desrespeitada com todo esse descaso existente hoje em dia, pois eu acho que é sim um desrespeito fazer com que essa fascinante arte chamada física seja subentendida como algo obrigatório e chato.

Exemplo de aula sem equações: http://www.youtube.com/watch?v=UmHa-RbofVM

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Aprendendo com os erros


O sonho de todo jogador de futebol seria tirar um gol do adversário na zaga com a ponta dos pés, pegar essa bola que sobrou, driblar todos os oponentes atravessando o campo (com caneta, chapéu, meia-lua, drible da vaca, da foca, elástico...), cruzar a bola na área, matar no peito, parar na lateral do pé, arremessar de trivela, cabecear pra cima e dar uma linda bicicleta no ângulo do gol.

Esse textinho paralelo ilustra o quanto queremos fazer tudo sozinhos, nem sempre a responsabilidade por algo que aconteceu de errado é nossa. Com essa sede de tentar melhorar as coisas tentando fazer acontecer e ver aquilo que não está muito bem melhorar, acabamos errando e errando feio.

Henri Poincaré disse que duvidar ou acreditar em tudo, são duas soluções igualmente cômodas que nos dispensam de refletir. Acreditar em algo que definitivamente não tem solução é um erro e gravíssimo, é diferente, por exemplo, que acreditar em uma aprovação no vestibular, onde matematicamente todos possuem chances iguais e isso não deve ser considerado um erro.

Digo isso, pois pouco tempo atrás eu trabalhava em uma empresa onde não havia chances reais de ascensão da empresa no mercado, eu e todos ali sabíamos disso, e mesmo assim começaram a se esforçar e muito para que essa empresa crescesse. Na época minha opinião era que sair e desistir era pior que ficar mesmo que o “barco afundasse”, mas NÃO ERA e aí que foi meu erro.

O problema que ocorre é que alguns empregadores submetem os empregados a condições precárias de trabalho (salário baixo, condições precárias, sem registro em carteira) e pior ainda que existirem essas condições é a aceitação por parte dos empregados, não se deve aceitar tais condições, esse acomodamento prejudica não só um empregado, mas todos, já que gera uma comodidade por parte do empregador e, pior ainda, as condições tendem decair cada vez mais.

O bom é que se atualmente uma empresa começa a dar sinais de declínio e todas as indicações forem favoráveis ao fracasso dessa empresa, não serei eu que tentarei impedir tal fracasso, isso é aprender com os erros e entender o que a natureza humana muitas vezes impede de entender: nem sempre o lugar que você está é bom, apesar da comodidade.

É clichê dizer que se deve aprender com os erros, mas tenho exemplos de pessoas que eu conheço que em relacionamentos erram sempre e não aprendem, isso não é um julgamento, eu já errei diversas vezes (e errarei tantas outras), financeiramente, em relacionamentos, no trânsito, com amigos, mas procuro não cometer o erro da mesma forma e maneira novamente.

Não há o ser perfeito, alguns filósofos afirmam que é da natureza humana errar, mas não cometer novamente o mesmo erro é o mais importante. Um exemplo do que falei acima está no vídeo do link que segue, esse vídeo faz uma ironia ao esforço desnecessário, ao esforço que no final do processo não acrescentará nada.

Só se esforce por algo que vale a pena, isso se aplica a tudo.

http://www.youtube.com/watch?v=UNFTssFrUro

domingo, 13 de setembro de 2009

Lista de coisas que eu não sei fazer

Meu blog andava meio sério, então resolvi fazer uma lista de coisas (cou ou sem relevância) que não sei fazer:


Eu não sei:
Jogar baskete
Andar encima de pedras em rios
Jogar tibia (nem quero mesmo)
Guardar dinheiro
Ficar calado muito tempo
Formatar e instalar o windows
Fazer sexo em pé
Andar de caminhão
Preencher livro de chamada
Voar
Fazer poesia
Jogar bocha
Pular de paraquedas
Tocar nenhum instrumento musical
Decorar números de telefone
Escutar música de emo
Lavar roupa
Falar meteorologia (ainda falo metereologia)
Dançar em máquinas de shopping
ler nada em inglês
Dirigir durante o crepúsculo
Desenhar passarinhos
Imaginar um referencial inercial
Ver todas as cores
Comer com pauzinhos
Fazer macarrão ao molho madeira
Voltar no tempo
Dançar balé
Andar de cavalo
Escrever hieróglifos
Entender equações diferenciais (sei resolver só)
Chupar limão
...
(verbo) + (alguma coisa)
etc...


















domingo, 23 de agosto de 2009

Mentira e Poker






Aos que não jogam poker, tentarei ser o mais leigo possível, não comentarei jogadas, nem regras, somente a essência do jogo, lá embaixo eu deixo uns links pra quem estiver afim de aprender! 

Todo mundo já pegou outra pessoa falando mentira, é constrangedor tanto pro que percebeu a mentira quanto pro que foi pego falando. Já fui pego mentindo, é uma bosta, ninguém se sente bem.
Mas já pararam pra pensar que parece que gostamos de mentir, ou as vezes é útil? 
O caso de uma pobre mãe: o pirralho do filho chorando sem parar querendo um doce e a mãe até tem dinheiro pra comprar mas não quer ceder aos caprichos do pequeno chorão (faz parte da educação) então ela jah mete aquela mentirinha: amanhã a mamãe compra filho. E quase instantaneamente o pequeno começa a engolir o choro e deixar inclusive todos que estavam ali em volta em paz. E a mãe sabe que não comprará o doce, e algumas pessoas mesmo assim julgam mal a pobre coitada.
O disfarçar também é mentir, passa aquela loira estonteante e você quase instintivamente olha pra ver o resto do conjunto, quando percebe que ela está sendo seguida pelo namorado que vem logo atrás dela, você disfarça que está olhando um carro, finge que é vesgo, na hora se vira como pode. Mesmo assim, se te pegam fazendo isso é muito constrangedor (inclusive saira como cuzão).
O que quero dizer é que não é bom mentir, mesmo que seja a mentirinha mais inocente. Mentir pra alguém que você está se relacionando então pode ser o fim de tudo, a maioria dos relacionamentos inclusive terminam após uma mentira.
Se é assim então, se mesmo uma mentirinha inocente prejudica, por qual motivo mentimos?
Também não sei, só sei que é uma necessidade (talvez a mais idiota de todas), seja pra não magoar uma pessoa ou seja pra enganar essa pessoa, mentimos e mentimos todos os dias...
E é aí que entra o poker, um jogo extremamente intrigante, pois permite ao mentiroso ser colocado à frente dos que julgam falar sempre a verdade sem ser julgado mal.
No poker você mente descaradamente e quando faz isso tenta ser o mais convincente possível de que sua mentira é verdade. Pior que isso, quando você mente e sua mentira não é notada vale a pena até dizer que era mentira, muitos excelentes jogadores de poker mostram suas cartas após um blefe (blefar é apostar muito em um jogo que não valeria tal quantia).
Se você faz isso no dia-a-dia será julgado como o mais anti ético de todos em sua volta, mas se faz no poker você sim é o ético, pois a ética em questão é medida com fichas redondas, seu cash.
Porém, não vale a pena no poker mentir toda hora, quem faz isso (bad beat) é rapidamente eliminado do jogo, pois suas mentiras serão logo descobertas e seu jogo será considerado fraco.
O ponto mais importante é que o poker te eleva a um estado de nirvana, por alguns instantes você consegue perceber que apesar do caos e a probabilidade serem o fator dominante naquela mesa, você terá que tomar as decisões certas e estas decisões não precisam prezar todo o conjunto (não existe em suas jogadas o fator amizade) e é só você que importa naquela mesa, é necessário ser egocêntrico e é vantagem deixar todos com raiva de suas jogadas poucas vezes mentirosas e várias vezes lúcidas. Quiçá sempre vencedoras!
Acredito que o jogador de poker acaba aprendendo muito sobre a vida em uma partida, fica claro que cada escolha é essencial, que apesar de não saber de nada que está por vir ele tomará a decisão certa na hora certa, pois aprendeu com erros anteriores. Uma bela partida de poker jogada com oponentes que sabem blefar, apostar e fugir na hora certa demonstra a importância de se pensar antes de se fazer as coisas e tomar decisões, lá nada poderá ser adiado e cada decisão é crucial.
E o mais importante, após jogar uma boa partida sentimos uma vontade enorme de ser francos no cotidiano, acaba-se deixando as mentiras de lado, mentir para as pessoas parece algo extremamente fútil e fraco, pois se eu quiser mentir com ética basta convidar uns amigos, sentarmos em uma mesa, e nos deliciar com uma fantástica partida de POKER.
Fim!


Obs 1. É um equívoco dizer que poker é um jogo de azar, as cartas são dadas de maneira aleatória e caótica mas o que diferencia é como cada jogador sabe usar elas.

Obs 2. Quem estiver afim de aprender entra no site da universidade do poker.
Sobre o estilo de jogo recomendo o Texas Hold'em que é o mais jogado inclusive em grandes torneios. Eu jogo on-line no everest poker quem estiver afim é só baixar o aplicativo e dar um toque no meu twitter que podemos jogar.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quanta mesquinharia e barganha!

Pronto, começou meu blog! Deveria escrever primeiramente sobre física, mas vamos deixar pra depois, quero escrever sobre religião, é bem mais polêmico...
Estava eu conversando com um amigo quando ele me disse que um conhecido "orou/rezou" e conseguiu uma vaga no estacionamento no centro de Curitiba, o amigo que me contou isso fez alguns comentários sobre o assunto em questão e tiramos algumas conclusões em uma mesa de bar:
Supondo a existência de Deus, vc acha que ele se importaria com uma vaga sua no estacionamento? Observe quão mesquinho foi esse pedido, um planeta com uma população que sofre de diversos males e a pessoa querendo que Deus se preocupe com uma vaguinha de estacionamento fútil! Isso é a forma mais agressiva de egocentrismo que eu já vi, é como se você fosse apoiado por um ser superior que pode mudar tudo e naquele instante ele estaria salvando doentes, feridos, traumatizados, etc. Mas não, você quer uma vaga de estacionamento.
Fique claro que na verdade não gosto de discutir religião, estou expondo um tópico que acredito eu vale para todas as religiões, por favor deixem de mesquinharia...