sábado, 3 de setembro de 2011

Monogamia


O homem é um animal social, mas será que ele sempre foi assim?
No início, será que nós éramos animais poligâmicos e descomprometidos socialmente?
Ao que me parece a evolução nos obrigou a ser sociais, pois o homem sozinho teria poucas chances de sobreviver, após se socializar ele necessitou ter alguém que ele tivesse certeza que teria um filho seu, então deve ter surgido a monogamia, caso contrário seus filhos poderiam ser de qualquer outro homem e a perpetuação de seus conhecimentos e de suas riquezas de geração a geração estariam comprometidos.
Nesse contexto, ao que parece, esse sentimento gostoso que aflora quando estamos com alguém, que nos faz suspirar apaixonados é simplesmente um reflexo genético que nos possibilitou a sobrevivência. O que mais impressiona é que ao olharmos outros animais monogâmicos sentimos algo bom, é como se o monogamismo fosse algo "puro".
Mas há a briga com os próprios instintos, talvez, o homem no futuro evoluirá e perderá qualquer sentimento de paixão e/ou amor, pois não precisará mais deles. O intrigante é que esse sentimento é muito prazeroso, talvez seja um dos maiores prazeres que o cérebro nos proporciona, gostar de alguém, e só daquele alguém, é maravilhoso, mesmo que seja apenas um reflexo evolutivo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Maioria Inferior

Pessoas tem o brilhante costume de medir tudo, inclusive medem pessoas, fazem comparações e julgam que algumas são melhores ou piores que outras. É certo que são nas que se julgam inferiores que encontramos as melhores amizades, conversas e declarações.
O grupo que se auto denomina inferior é que sabe aproveitar a vida, pois, identificam-se com indivíduos de mesma situação e compartilham experiências, trocam figurinhas e vivem de maneira mais plena.
No grupo denominado superior encontramos expressões amargas, que não sabem sorrir, não sabem compreender e viver o humor que chega de conta gotas todo dia; consideram-se em um nível mais elevado, mas sabem que a maioria taxada por eles inferior é que sabe desfrutar os prazeres simples da vida. Do alto do salto, esse grupo "superior" tenta cada vez mais mostrar soberania e pisar nos outros, pra aumentar esse desgosto sabem que os "inferiores" não possuem carinho por eles, possuem admiração pelo status, e respeito por onde chegaram; mas carinho, afeto e paixão existe de maneira escassa.
O mais interessante é que os que se julgam superiores, seja por possuírem maior capital, ou porque são "parasitas sociais", - esse grupo geralmente se julga superior culturalmente por parasitar a sociedade, sem trabalhar, sem estudar (de maneira eficaz), somente exigindo tudo que o berço ou o grupo julgado inferior os fornece - no fundo sabem que não são felizes, sabem que são tão ou mais fracos internamente quanto a maioria que eles julgam estar um patamar abaixo.
Como prova que esse julgamento existe, notem que as crianças são radiantes e felizes, mesmo assim as julgamos inferiores. Dê valor a todas as pessoas sem medí-las, cada indivíduo é importante e tem algo bom a fornecer.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Superficialidade

O padrão norte-americano de vida é hoje um padrão aceitável de felicidade de maneira implícita, porém, é uma felicidade maquiada e baseada em superficialidades. Eles são burros com carapaças de intelectuais e que impuseram um sistema imperial graças à “vitória” capitalista da guerra fria.

A internet é a mãe dessa massificadora superficialização, nela a busca qualquer informação é fácil, e a grande maioria não busca nada, se o faz é de maneira simplificada apenas tateando alguma informação de maior interesse. Temos uma horizontalidade de idéias e não sabemos nada a fundo, todo mundo é metido a saber de tudo e por fim ninguém sabe nada realmente.

A galerinha adolescente ainda cativa certo carisma pela leitura, mas isso ocorre também de maneira superficial, sem aprofundamentos e uma verdadeira compreensão e interpretação do que está sendo lido. A facilidade está criando a geração maquiagem, muitas amebas tomaram formas de gênios, um exemplo disso é o escritor Paulo Coelho, ele escreve o que o povo quer ler e acaba tornando-se um ídolo graças à futilidade estampada em leitores que não buscam livros e sim nécessaires com maquiagem pesada para demonstrarem a outros fúteis o quanto evoluíram intelectualmente.

Nem as universidades escapam disso, não é uma crítica as universidades particulares, nenhuma escapa. Após graduar-me descobri que tudo o que aprendi foi de maneira simplificada, não sei corretamente como usar uma equação diferencial, não sei como funciona uma máquina fotocopiadora, não sei como montar um circuito eletrônico simples, dentre outras coisas que não faço idéia apesar de ter o diploma de físico.

A leitura de livros, mesmo os digitais, pode ser o início da tentativa de cura da superficialização, se não há a cura que ao menos exista a percepção que vivemos nessa horizontalidade. O trabalho é árduo, nascemos com essa "craca" escrostada em nós e tirar isso é algo difícil ou talvez impossível.